Dia: 9 de Janeiro, 2019
Promoção de filho faz vice se explicar a Bolsonaro
Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi promovido a assessor especial da presidência do Banco do Brasil e vai receber salário de R$ 36 mil – o triplo do valor atual. A decisão, defendida pelo vice e pelo comando do banco, provocou polêmica no governo e fez com que Mourão tivesse de se explicar ao presidente Jair Bolsonaro, que se elegeu e tomou posse com discursos contra privilégios e pela meritocracia no serviço público.
Segundo Mourão, a promoção do filho foi por “mérito” e não ocorreu antes porque em gestões anteriores Rossell Mourão teria sido “duramente perseguido”. Ele é funcionário de carreira do Banco do Brasil, com 19 anos de experiência na instituição, e estava havia 11 anos na Diretoria de Agronegócios. Com a posse da nova gestão, nesta segunda-feira, 7, foi promovido e vai trabalhar em contato direto com o presidente da instituição, Rubem Novaes.
Apesar do tempo de casa, o salto na carreira foi visto com estranheza por pessoas de dentro do banco. Segundo funcionários, o cargo exige nível alto de conhecimento na instituição. Outros dois servidores que exerceram a mesma função na gestão anterior – de Paulo Caffarelli – ocuparam postos de destaque antes de chegar ao cargo de assessor especial da presidência. Marília Prado de Lima, por exemplo, foi superintendente de Varejo e Governo do BB no Distrito Federal. Sidney Passeri, antes de assumir a função, foi gerente executivo do banco.
O filho do vice-presidente é formado em Administração de Empresas e possui pós-graduações em Agronegócios e em Desenvolvimento Sustentável.
Defesa
Após a repercussão negativa da nomeação, Mourão saiu em defesa do filho. “(Meu filho) Possui mérito e foi duramente perseguido anteriormente por ser meu filho”, afirmou o vice-presidente. No Twitter, disse que Rossell Mourão é de “absoluta confiança do presidente do banco”. “Meu filho, Antônio, ingressou por concurso no BB há 19 anos. Com excelentes serviços, conduta irrepreensível e por absoluta confiança pessoal do presidente do Banco foi escolhido por ele para sua assessoria. Em governos anteriores, honestidade e competência não eram valorizados”, escreveu Mourão.
O vice procurou Bolsonaro para explicar que não interferiu na promoção. Segundo relataram auxiliares do governo, Mourão disse não ter sido informado com antecedência da nomeação e Bolsonaro evitou fazer comentários. O clima entre assessores do presidente e ministros que despacham no Palácio do Planalto era de “constrangimento”, conforme auxiliares.
A promoção do filho do vice-presidente da República alimentou nesta terça-feira, 8, a disputa velada no Planalto entre os grupos dos militares e civis do entorno do presidente. No palácio, assessores receberam informações de servidores do BB que ajudaram na transição de que, pela intranet, funcionários manifestaram repúdio à promoção. Nas mensagens, os funcionários observaram que havia expectativa de mudanças por parte do governo Bolsonaro dos métodos adotados pelo MDB e pelo PT de nomeações no banco.
O novo presidente do BB defendeu a nomeação. Em nota, Novaes disse que Rossell Mourão possui “excelente formação e capacidade técnica”. “Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no banco”, declarou Novaes.
Em nota, o Banco do Brasil informou que o cargo é de “livre provimento da presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do banco”.
O novo posto equivale a uma cadeira de um executivo, com salário de cerca de R$ 36 mil. Na prática, o salário de Rossell Mourão triplicou. A renda do posto anterior varia de R$ 12 mil a R$ 14 mil, dependendo da carga horária de seis ou oito horas. O novo vencimento do filho do vice-presidente será maior que o salário do pai, que recebe o mesmo valor do presidente da República – R$ 30,9 mil.
Paulo Câmara define segundo escalão do governo até sexta-feira
O governador Paulo Câmara (PSB) deve concluir até sexta-feira (11), a escolha dos nomes que figurarão como presidentes e diretores de empresas do segundo escalão em seu segundo mandato. O socialista tem pressa por conta da atualização da folha de pagamento do estado. Como a reforma administrativa do Executivo aprovada pela Assembleia Legislativa exonerou os cargos comissionados em 31 de dezembro de 2018, para que esses servidores recebam o salário do mês é preciso renomear os que continuarão na gestão.
De acordo com uma fonte do governo, o critério adotado por Paulo Câmara para escolher o segundo escalão e renomear os cargos comissionados serão outros. Se na primeira gestão do socialista, os partidos da base aliada, a exemplo do PP, tiveram forte poder de decisão para fazer as indicações, agora o “filtro de seleção” será outro. “Tanto nas escolhas dos presidentes das empresas como na ocupação de outros cargos comissionados haverá o olhar atento do governador. Como os partidos não foram chamados para nenhum ministério no governo federal e outros tiveram votação abaixo do esperado tanto na eleição de deputado federal quanto estadual, Paulo Câmara chega nesse mandato com outra postura para negociar os espaços no governo”, explicou um governista, em reserva.
As indicações para a Compesa, o Detran-PE e o Porto de Suape são da cota pessoal do governador. A Compesa permanecerá com Roberto Tavares, o Detran será comandado pelo ex-presidente da Copergas Roberto Fontelles e Suape deve ser presidida pelo ex-secretário da Fazenda, Marcelo Barros.
Já a Copergas ficará nas mãos do ex-secretário da Casa Civil André Campos. A administração de Fernando de Noronha deve permanecer com Guilherme Rocha e o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lapefe) com o advogado Flávio Gouveia, ambos na cota do PP.
13º salário ainda não foi pago aos servidores municipais de Santa Terezinha e São José do Egito
Entre as Prefeituras do Pajeú com dificuldades para atualizar pagamento de salários com os seus servidores estão São José do Egito e Santa Terezinha. O ano de 2018 passou e até agora os prefeitos Evandro Valadares e Vaninho de Danda não conseguiram pagar o 13º salário.
O blogueiro Marcelo Patriota disse ontem a Rádio Cidade FM que além do 13º em São José do Egito, a bancada de oposição na Câmara denuncia que a Prefeitura está sem pagar os salários de dezembro e o 13º salário de aposentados e pensionistas, e já soma três meses sem pagar aos secretários municipais e servidores terceirizados. Com a palavra os prefeitos Evandro Valadares e Vaninho de Danda.
Gestores incompetentes
A Coluna do Blog do Magno de hoje (09) destaca que os políticos não são diferentes dos outros profissionais de qualquer área. São gestores, que precisam estudar muito, se capacitar a todo momento, conhecer de administração pública e ter a sensibilidade para entender que governar é elencar prioridades. Essa é a fórmula, dizem os entendidos.
De fora parece fácil, mas está longe de ser. O caminho é árduo, longo, e, na maioria das vezes, ingrato. E muitos preferem colocar a culpa nas circunstâncias. E olhe que, no caso de Pernambuco, temos um municipalismo forte, capitaneado pela Amupe, que mudou de patamar sob o comando de José Patriota, prefeito de Afogados da Ingazeira. Bem administrada, com a noção da sua representatividade, a associação tem oferecido diversas capacitações aos prefeitos, além de assistência 24 horas a esses gestores e seus secretários, em todos os segmentos da administração pública.
Para se ter ideia de como a falta de gestão é um problema sério, um paciente com lesão no fêmur, mas já de alta do Hospital Geral do Agreste, em Caruaru, não conseguiu voltar para sua casa, em Gravatá, porque a Secretaria de Saúde gravataense até tinha ambulância para o transporte, mas não tinha maca para acomodar o doente. Aí eu pergunto: isso é só falta de dinheiro ou um problema, sobretudo, de gestão? A segunda opção, lógico. As informações foram repassadas ao PE Notícias pelo comunicador Anchieta Santos, das rádios Pajeú FM 104,9 e Cidade FM, de Tabira.
TCE suspende pregão para compra de combustíveis em Sertânia
Na condição de conselheiro plantonista, o presidente do TCE, Marcos Loreto, expediu uma Medida Cautelar no último dia 4 de janeiro determinando ao prefeito do município de Sertânia, Ângelo Ferreira, que se abstenha de dar continuidade ao pregão eletrônico 008/2018, cujo objeto é a compra de combustíveis para atender às demandas da prefeitura, e dos Fundos Municipais de Saúde e de Assistência Social, no valor estimado de R$ 5.841.000,00.
A expedição da Cautelar foi sugerida pela Inspetoria Regional de Arcoverde, a qual o município está subordinado, após constatar indícios de irregularidades na contratação do serviço.
Antes da Cautelar, o inspetor chefe de Arcoverde, Ivan Camelo da Rocha, enviou ofício ao prefeito pedindo explicações “sobre valor tão elevado para um período de apenas dois meses e meio”, dado que o certame seria realizado no dia 16 de outubro de 2018 e as dotações utilizadas teriam vigência até o dia 31 de dezembro último.
Com base nas informações prestadas pela prefeitura, o TCE concluiu que o gasto médio anual do município com a compra de combustíveis no período de 2014 e 2017 foi de R$ 869.663,40 e que a proposta de preço apresentada pela empresa vencedora do certame, Revendedora Elo Ltda. referente ao mencionado pregão, estava 562,19% superestimado em relação à média de gastos dos exercícios anteriores e 397,11% em relação ao exercício de 2017.
GASTO MÉDIO – De acordo ainda com os cálculos da Inspetoria, de janeiro a outubro do ano passado a prefeitura gastou com combustíveis R$ 1.332.735,91 – o que representa 153,25% em relação ao gasto médio anual do exercício de 2014 a 2017 – e 115,04% em relação aos gastos de 2017. Já o gasto médio diário referente aos 296 dias iniciais de 2018 foi de R$ 4.502,49, ao passo que o gasto médio referente aos 69 dias restantes, com base no pregão eletrônico, seria de R$ 9.710,14, havendo, portanto, uma superestimação de 115,66%.
O prefeito explicou, por ofício, que os valores licitados anteriormente foram superestimados de forma equivocada. No entanto, diante da necessidade de uma melhor compreensão dos fatos, o relator plantonista achou por bem expedir a Cautelar determinando ao gestor que se abstenha de contratar a empresa vencedora do pregão até a análise meritória dos fatos, devendo adotar como valor máximo a ser contratado o equivalente a R$ 11.021,74 mensais.
O conselheiro concedeu um prazo de cinco dias ao prefeito para apresentar suas contrarrazões.
