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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026 05:14

Gasolina sobe R$ 0,40 em Afogados da Ingazeira após tensão internacional pressionar combustíveis

Os preços dos combustíveis voltaram a subir no Brasil nesta semana em meio ao início da guerra envolvendo o Irã e seus desdobramentos no mercado internacional de petróleo. Em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, o litro da gasolina registrou aumento de R$ 0,40 nos postos.

Até a última semana, o preço médio da gasolina no município era de R$ 5,99. Com o reajuste aplicado pelos postos, o valor passou para cerca de R$ 6,39 por litro, impactando diretamente o bolso dos consumidores.

De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tanto a gasolina quanto o diesel apresentaram alta em diversos estados brasileiros nos últimos dias. A elevação ocorre mesmo sem reajuste oficial da Petrobras até o momento.

A estatal, principal fornecedora de combustíveis do país, ainda não anunciou mudanças nos preços. Segundo fontes do setor, a empresa avalia a duração do conflito no Oriente Médio e os efeitos da instabilidade sobre o valor do petróleo no mercado internacional antes de definir qualquer ajuste.

Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) apontam que, atualmente, a Petrobras comercializa o diesel no Brasil cerca de 64% mais barato em relação ao preço internacional. No caso da gasolina, a diferença é de aproximadamente 27% abaixo do mercado externo, o maior patamar já registrado pela série histórica.

Em Afogados da Ingazeira, consumidores também chamam atenção para o fato de que, mesmo após as duas últimas reduções anunciadas pela Petrobras, o preço da gasolina nos postos locais não apresentou queda significativa. Pelo contrário, chegou a subir em uma ocasião e permaneceu até esta quinta-feira sendo vendido a R$ 5,99, antes do novo aumento desta semana.

A expectativa agora é de que o comportamento do conflito internacional e do preço do petróleo nas próximas semanas determine se haverá novos reajustes nos combustíveis no país.

23º BPM APREENDE DROGAS EM AFOGADOS DA INGAZEIRA

A Polícia Militar de Pernambuco, por meio do 23º BPM, informa que na tarde da última sexta-feira (06), durante o serviço, o efetivo foi acionado após receber denúncias de que uma mulher estaria negligenciando os cuidados básicos de sua filha, uma criança de apenas seis meses de idade, além de promover com frequência bebedeiras, algazarras e perturbação do sossego da vizinhança com equipamentos sonoros em alto volume.

As denúncias também apontavam que a suspeita estaria permitindo que terceiros utilizassem sua residência para guardar e armazenar entorpecentes, os quais seriam posteriormente comercializados na localidade.

Diante das informações e considerando tratar-se, em tese, de crime de natureza permanente, o efetivo do 23º BPM deslocou-se até o endereço informado para averiguar a situação.

Ao chegar às proximidades, os policiais constataram a existência de som em alto volume na localidade, porém verificaram que o equipamento não se originava da residência denunciada.

No momento em que o policiamento se encontrava nas imediações, a moradora abriu espontaneamente a porta do imóvel e foi informada acerca das denúncias. Inicialmente, ela negou as acusações, porém autorizou, de forma livre e voluntária, a entrada do efetivo policial para a realização de busca domiciliar, formalizando a autorização por meio de termo devidamente assinado.

Durante as buscas no interior da residência, os policiais localizaram e apreenderam:

• 01 pedra bruta de substância branca em pó com características análogas à cocaína, pesando aproximadamente 204 gramas;

• 01 invólucro contendo substância vegetal esverdeada conhecida como skank, pesando aproximadamente 140 gramas;

• 01 invólucro contendo substância vegetal esverdeada prensada com características análogas à maconha, pesando aproximadamente 60 gramas;

• 28 invólucros contendo substância análoga à maconha, prontos para consumo e possível comercialização, totalizando aproximadamente 50 gramas;

• 02 invólucros contendo pedras brutas de substância com características análogas ao crack, pesando aproximadamente 309 gramas e 51 gramas, totalizando cerca de 360 gramas;

• 02 balanças eletrônicas de precisão;

• 01 lâmina tipo gilete;

• Diversas embalagens plásticas utilizadas para o acondicionamento e fracionamento de entorpecentes;

• 01 aparelho celular, apreendido para possível investigação e perícia.

Questionada novamente, a suspeita informou que as drogas haviam sido deixadas em sua residência por outros indivíduos para posterior comercialização e que receberia a quantia de R$ 100,00 para guardar o material ilícito.

Diante dos fatos, a ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Afogados da Ingazeira, juntamente com todo o material apreendido e o termo de autorização de busca domiciliar, para adoção das medidas legais cabíveis pela autoridade policial competente.

Família denuncia negligência médica após paciente sofrer dano cerebral em cirurgia no Recife

A família de Camila Miranda de Wanderley Nogueira de Menezes, de 38 anos, afirma que ela foi vítima de omissão e negligência por parte de três médicas durante uma cirurgia eletiva realizada no Hospital Esperança, da Rede D’Or São Luiz, no Recife. O caso é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.

Camila deu entrada na unidade hospitalar em 27 de agosto de 2025 para realizar dois procedimentos considerados de baixo risco: a retirada da vesícula e a correção de uma hérnia inguinal. Segundo a família, a expectativa era de que a paciente recebesse alta no mesmo dia da cirurgia.

De acordo com um laudo pericial contratado pela família e obtido pela reportagem, Camila não possuía comorbidades significativas que aumentassem o risco cirúrgico. No entanto, durante o procedimento, ela apresentou um quadro de apneia, caracterizado pela paralisação temporária da respiração.

A cirurgia era conduzida pela médica Clarissa Guedes Noronha, responsável pelo acompanhamento da paciente. A médica Danielle Teti atuava como primeira auxiliar e Mariana Parahyba era a anestesiologista responsável pelo procedimento.

Documentos reunidos pela família indicam que a anestesiologista escalada inicialmente teria sido substituída de última hora. Ainda segundo os familiares, a ficha pré-anestésica de Camila apresentava informações incorretas, como a ausência de cirurgias anteriores — apesar do histórico de duas cesarianas e outros procedimentos — além de dados divergentes sobre peso e altura da paciente.

Durante a cirurgia, Camila sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada por cerca de 15 minutos. Após o episódio, ela foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu em estado vegetativo por aproximadamente um mês.

O laudo pericial aponta que a paciente sofreu um dano cerebral grave e permanente, causado pela falta de oxigênio no cérebro por um período prolongado.

Camila é funcionária do Tribunal de Justiça de Pernambuco e também atuava como consultora de imagem. Ela é mãe de duas crianças, de 6 e 2 anos.

Atualmente, Camila permanece internada no Hospital Esperança em estado semivegetativo. Segundo o marido da paciente, a unidade de saúde tem prestado apoio à família desde o ocorrido. Apesar disso, não está descartada a possibilidade de transferência futura para uma instituição especializada em reabilitação.

A Polícia Civil de Pernambuco segue investigando as circunstâncias do caso para apurar eventuais responsabilidades.