Por Pedro Araújo / PE Noticias
Se não bastasse o crescimento de casos de dengue e chikungunya no Brasil, os casos de infecção simultânea pelos dois vírus, uma condição que se considerava rara, tiveram um aumento tão expressivo que surpreendeu cientistas. Uma análise de vigilância genômica e epidemiológica de arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos) realizada no país revelou que os casos de chikungunya aumentaram sete vezes e os de dengue, três vezes, em 2023, em relação a 2022.
Porém, o que impressiona é que em Afogados da Ingazeira proprietários de imóveis em construção ou reforma deixam, não se sabe se com a conveniência de alguém do poder público, os restos de materiais (metralhas/entulhos) nas calçadas por vários dias, e com isso o acúmulo de água nas portas, como se chamando os mosquitos causadores da dengue, chikungunya e zika para se proliferem.
As fotos que ilustra a matéria foram tiradas na manhã deste sábado (16), na Rua Senador Paulo Guerra, e segundo moradores, esses entulhos já estão à semanas no local, sem ninguém da parte da Secretaria de Infraestrutura do município se preocupar com os prejuízos que essa água parada possa vir causar, tanto aos moradores como também aos cofres públicos, que tem que socorrer com remédios, leitos abarrotados em hospitais, por infectados pelo vírus.
Aprovaram um Plano Diretor no município que pensava-se que iriam coibir essa prática tão antiga no município, que é do construtor, primeiro tomar conta de meia calçada que serve para os pedestres, e depois com os entulhos que sem nenhuma preocupação de fiscalização por parte da Prefeitura, deixam por meses atrapalhando o ir e vir das pessoas. Não se sabe se na hora de expedir o alvará de construção, existe uma observação dando esse direito ao dono do imóvel. Se existir seria o cúmulo do absurdo. Mas como está correndo na boca “miúda”, em Afogados da Ingazeira pode tudo, até quando só Deus sabe.
