Dia: 21 de Março, 2021
SJEgito/ Secretário defende medidas restritivas e questiona posição de Serra. “Alimenta negacionistas”
O Secretário de Saúde de Serra Talhada, Paulo Jucá, disse ao programa Debate do Sábado que é difícil tratar de medidas restritivas, mas que diante do avanço da pandemia, não há outro caminho. “É frustrante a gente estar falando em fechamento, mas pelo atraso na chegada das vacinas é necessário. Era pra gente estar falando em retomada econômica. Mas só administramos vacinas em duas mil pessoas em São José do Egito. Isso não dá nem 7%”. Ele relata o momento como crítico. “Todas as UTIs estão lotadas na região. São José do Egito chegou a 100% e a gente infelizmente precisa tomar uma medida frustrante. Ninguém toma uma decisão dessa feliz e achando bom. Tem um momento que a gente tem que tomar decisão enérgica e corajosa. Não estamos conseguindo transferir porque as unidades estão lotadas. A gente não pode assistis tudo isso de camarote. Claro que os empresários reclamam, mas na economia o mais importante de uma empresa devem ser as pessoas”.
Paulo destacou que não pôde estar na reunião do MP, mas que adere integralmente à decisão colegiada. “Vamos atender”. Questionado sobre o posicionamento da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, de, mesmo ciente do quadro não aderir às medidas, traz um incomodo.
“A gente está fazendo esse combate e tem um grande inimigo que é o vírus e o outro os negacionistas, que só pensam em eleição e voto como esse grupo que envolve o Presidente da Republica. Esse argumento atinge a base de quem acha que a terra é plana, que cloroquina resolve e a gente sofre isso nos municípios”. Para Paulo, é um discurso ate mais fácil de ser feito nesse momento econômico. E acrescentou: “esse posicionamento de Serra reforça esses laços do discurso negacionista de que quem for morrer vai morrer mesmo. Ficamos preocupados com esse posicionamento de Serra. Mas ela não é prefeita da região. Vamos manter independente de Serra”.
AFOGADOS REGISTRA 23 NOVOS CASOS DA COVID-19
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que neste sábado (20) foram registrados 23 casos novos para a COVID – 19.
São 10 pacientes do sexo feminino, com idades de 20, 20, 23, 25, 26, 33, 34, 38, 41 e 55 anos; e 13 pacientes do sexo masculino, com idades de 10 meses, 15, 16, 18, 20, 29, 32, 33, 34, 37, 39, 41 e 47 anos. Entre as mulheres: 03 agricultoras, 02 caixas, 01 advogada, 01 aposentada, 01 atendente de farmácia, 01 vendedora e 01 estudante (rede pública). Já entre os homens: 02 agricultores, 01 estoquista, 01 embalador, 01 entregador, 01 operador, 02 estudantes (rede pública), 01 menor, 01 vigilante, 01 técnico em saneamento, 01 ajudante de pedreiro e 01 motorista.
Hoje, 01 paciente apresentou cura após avaliação clínica e Epidemiológica. O município atingiu a marca de 2.975 pessoas (92,36%) recuperadas para covid-19. Atualmente, 210 casos estão ativos.
Afogados atingiu a marca de 13.123 pessoas testadas para covid-19, o que representa 35,22% da nossa população.
Pandemia joga artistas na pobreza; ex-cantora da Noda de Caju vende salgados para viver
A média mensal de 6.000 shows e eventos com música cancelados no país, há mais de um ano, por causa da pandemia de coronavírus, causou um efeito devastador na classe artística nacional.
Milhares de músicos, cantores e funcionários de bandas em todo o país estão em situação desesperadora, cheios de dívidas, quando não já na linha de pobreza.
Eles só têm sobrevivido por causa das doações ou ajuda de parentes e amigos.
Desde o ano passado, bandas inteiras e artistas já abandonaram a carreira e venderam seus instrumentos e equipamentos, como esta coluna publicou no ano passado.
O auxílio emergencial foi a fina tábua de salvação para muitos artistas e seus funcionários, mas nem sequer isso eles têm mais. O clima é de tristeza, revolta e desesperança.
Trocou o palco pelo fogão – Famosa e querida cantora de forró no Nordeste, ex-vocalista do grupo Noda de Caju, Iara Pamella, 39 anos, estava seguindo uma carreira solo vitoriosa até o início de 2020, quando a pandemia “fechou” o país.
Só de aluguel ela já deve quase R$ 7.000,00. Para sobreviver, Iara tem acordado cedo e ido dormir tarde para preparar doces e salgados. É com isso que está sobrevivendo a duras penas.
Sensibilizado, o cantor Beto Barbosa a convidou para participar de uma “live”, na noite deste sábado (20), para divulgar seu trabalho e expor a situação não apenas dela, mas de toda classe.
Demissão em massa – No início do mês, a tragédia financeira chegou aos últimos funcionários da banda de Xand Avião. Todos foram demitidos porque não há nenhuma previsão de quando serão retomados os shows.
Além disso, o cantor já estava enroladíssimo e sob investigação da Receita Federal desde 2019, sob suspeita de sonegação e lavagem de dinheiro. Foi uma “tempestade perfeita”.
Bandas vendem tudo – Outra banda, a Brasas do Forró, que está prestes a completar quase 30 anos de estrada, colocou tudo à venda: já anunciou o ônibus da trupe, além de um caminhão e até um terreno.
Todos os funcionários foram demitidos e não há mais previsão se e quando o grupo voltará a se apresentar. A Brasas fazia 20 ou mais apresentações por mês antes da pandemia.
A cantora nordestina Kátia Cilene é outra que colocou dois ônibus à venda, para pagar dívidas.
O mesmo foi feito pelo cantor Junior Vianna, que não só vendeu um ônibus, mas também dezenas de touros e até um prédio para pagar os funcionários durante a pandemia. Mas, agora, o dinheiro secou.
