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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026 09:51

Armando Monteiro aproveita pra bater no PSB de Pernambuco

O senador Armando Monteiro (PTB) fez críticas às gestões do PSB em Pernambuco, com base nas afirmações feitas por delatores da Operação Lava Jato, disponibilizadas esta semana pelo Supremo Tribunal Federal. Para o parlamentar, que até o momento é o principal opositor do governador Paulo Câmara (PSB) para o pleito de 2018, havia um “quadro institucionalizado” em Pernambuco.
“Lamentavelmente, havia um quadro institucionalizado, pelas denúncias, em Pernambuco. Todas as obras que foram geridas de forma direta pelo governo do Estado ou obras federais que havia uma interferência do governo estadual, há denúncias em todas as obras”, disse, ontem pela manhã, em entrevista à Rádio Jornal. “Se verifica um quadro que se demonstra, de forma muito contundente, que em Pernambuco tivemos processos que apontam para situações muito graves, que precisam ser esclarecidas. Há uma confluência de depoimentos envolvendo os mesmos personagens e tudo converge para situações em obras de Pernambuco”, acrescentou.
Questionado se as denúncias contra o PSB lhe trariam benefícios na disputa eleitoral, o petebista preferiu não fazer prognósticos. “Não faço esse cálculo de benefício A, B ou C. Os pernambucanos precisam de um esclarecimento. Os pernambucanos votaram nesses políticos. Há muita coisa que o pernambucano tem o direito e conhecer e deve exigir”, disse o senador, citando operações que envolvem nomes do PSB, como Turbulência e Fair Play.
Do PTB, partido do senador, foi citado o ex-deputado federal José Chaves. Para Armando, a leitura política é a mesma. “Todos terão amplo direito de defesa, o direito de esclarecer a posição de cada um”, declarou. Segundo a petição nº 6788 do STF, os delatores João Pacífico e José de carvalho Filho citaram o pagamento de R$ 100 mil a José Chaves no ano de 2010, para a campanha eleitoral.
Sobre o quadro nacional, Armando avaliou que a “Lista de Fachin” trará um “impacto profundo” nas eleições do próximo ano. Para ele, os fatos revelados ao longo da semana atingem os dois principais partidos que se alternaram no poder – PT e PSDB. Para Armando, Lula, apesar do seu prestígio político, foi atingido. Já o PSDB, avalia o senador, teve suas principais lideranças igualmente atingidas, inclusive com o envolvimento do senador Aécio Neves, presidente do partido. O PMDB, partido do presidente Michel Temer, não tem quadro para apresentar, pois suas lideranças também foram citadas. “Fala-se no Dória (prefeito de São Paulo), porque ele é um candidato novo. Mas é muito cedo.”
Sobre reforma política Armando disse que não ficará pronta a tempo das eleições de 2018 e talvez seja necessária a implantação de uma constituinte, mas apenas após 2018. Para ele, o financiamento público será praticamente a única opção em 2018.

Ações por permanência no Brasil fazem Cuba suspender envio ao Mais Médicos

O governo cubano suspendeu o envio ao Brasil de 710 profissionais treinados para trabalhar no Programa Mais Médicos que deveriam desembarcar no País neste mês. A decisão de Cuba, comunicada anteontem ao Ministério da Saúde, é reflexo do descontentamento com a recusa de médicos em voltar para Cuba após os três anos de contrato. Até hoje, 88 profissionais já recorreram à Justiça para permanecer no Brasil e garantir o direito de continuar no programa do governo federal.
Cuba argumenta que a permanência dos profissionais no Brasil não estaria em conformidade com o acordo de cooperação firmado. Diante desse impasse, o Brasil deve enviar uma comitiva ao país para discutir o assunto nas próximas semanas. O maior receio do governo cubano é de que um novo grupo de médicos resista em voltar para o país quando chamado de volta e que isso acabe afetando também o comportamento de profissionais que já estão atuando em outros países. 
Além do Brasil, Cuba tem outros acordos baseados no envio de profissionais de saúde. Esse tipo de cooperação é também uma forma de renda para ilha. No trato firmado entre Brasil e Cuba, parte dos salários dos médicos é paga diretamente para o governo cubano. A vinda de médicos cubanos para trabalhar no Brasil ocorre graças a um acordo firmado entre os governos brasileiro e cubano e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Questionada sobre a suspensão do envio de profissionais, a entidade informou haver interesse de manter o acordo com o Brasil. Para o organismo, a reunião a ser realizada nas próximas semanas será fundamental para dirimir os problemas identificados até o momento, sobretudo relacionados às ações judiciais.
O Ministério da Saúde já havia anunciado a intenção de limitar o número de cubanos integrantes do Mais Médicos. A redução da participação de profissionais estrangeiros, no entanto, deveria ser feita de forma gradual, em editais trimestrais, para não provocar vazios assistenciais, sobretudo em regiões onde há grande dificuldade de se garantir a permanência de médicos brasileiros. Por isso, o governo se apressou em organizar uma comitiva para discutir o assunto em Cuba e evitar que a participação de médicos daquele país caia numa velocidade maior do que a considerada ideal. 
A intenção de reduzir o número de cubanos foi anunciada em 2016 pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Atualmente, estão no programa 10,4 mil cubanos – mil a menos do que no ano passado. Embora em número menor, eles continuam representando a grande força do Mais Médicos, programa criado em 2013 em resposta às manifestações populares que reivindicavam melhoria de acesso à saúde.
O Mais Médicos previa inicialmente que profissionais recrutados para trabalhar no programa ficassem por até três anos no País. Na renovação do acordo, em setembro de 2016, ficou determinado que a maior parte dos 4 mil recrutados no primeiro ciclo do convênio deveria regressar ao país de origem para dar lugar a novos profissionais. A estratégia tem como objetivo evitar que cubanos estreitem os laços com o Brasil e, com isso, resistam a regressar para Cuba ao fim do contrato. Pelo acordo, a permissão de prorrogar o prazo desses profissionais por mais três anos seria dada apenas para aqueles que tivessem estabelecido família no Brasil ou criado vínculos.

Delator diz que Pastor Everaldo recebeu propina para favorecer Aécio em debate

Fernando Reis, ex-diretor da Odebrecht Ambiental, afirmou em depoimento que, na campanha presidencial de 2014, pediu ao então candidato a presidente Pastor Everaldo (PSC) que ajudasse o candidato Aécio Neves (PSDB) no debate eleitoral do primeiro turno.
De acordo com Reis, a intenção era que o tucano tivesse mais tempo para expor suas ideias e, assim pudesse chegar ao segundo turno. O executivo não esclareceu se Aécio tinha conhecimento do pedido feito a Pastor Everaldo. Ele ainda disse que, analisando o debate dos presidenciáveis no primeiro turno, é possível perceber que o Pastor “fez perguntas simples, inócuas, para que o candidato Aécio pudesse ter tempo na televisão”.
Essa orientação foi dada depois que a candidatura de Pastor Everaldo perdeu fôlego. Quando Marina Silva herdou a candidatura de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo, o eleitorado de Pastor Everaldo, formado em grande parte por evangélicos, migrou para ela. “Ele já entendia que a candidatura dele tinha terminado. Então, como a gente se sentia de alguma forma credor por ter contribuído tanto para a campanha dele, eu sugeri a ele que usasse o tempo do debate sempre pra perguntar ao candidato Aécio”, detalhou Reis.
Diversos repasses foram autorizados por Reis para a campanha de Everaldo, via caixa dois, a partir do fim de 2013. O valor total chega a aproximadamente R$ 6 milhões, segundo o delator. Os pagamentos foram feitos a Rogério Vargas, que costumava acompanhar Pastor Everaldo nas reuniões com os executivos da Odebrecht.
A delação de Renato Medeiros também menciona pagamentos feitos ao então candidato do PSC por meio de Vargas. O delator contou à Procuradoria que um dos pagamentos, no valor de R$ 1 milhão, foi feito em duas parcelas de R$ 500 mil. “Nesse caso específico, pelo que me recordo, esse pagamento seria feito no escritório do senhor Rogério Vargas”, disse.
O Pastor Everaldo disse em nota que “todas as doações recebidas pela sua campanha, em 2014, obedeceram à legislação vigente”. Afirmou ainda que confia na Justiça e que “obrigará as pessoas envolvidas em acordos de colaboração a comprovar as supostas acusações”.
COM A PALAVRA, O PSDB
Sabidamente a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff foi a principal beneficiada com recursos da empresa Odebrecht em 2014. Marcelo Odebrecht informou o pagamento de pelo menos R$ 150 milhões para a campanha da ex-presidente.
O candidato do PSDB Aécio Neves participou de todos os debates, realizados ao vivo e testemunhados por milhões de brasileiros, respondendo a perguntas de todos os seus adversários na campanha.
Ele não tinha informações sobre doações feitas pela Odebrecht a outras campanhas. Registramos ainda que, em suas delações, Marcelo Odebrecht e Benedicto Júnior afirmaram que o candidato do PSDB não recebeu uma contribuição da empresa no valor de R$ 15 milhões porque se recusou a receber recursos no exterior.
Na delação, Marcelo declarou também que doações eleitorais feitas ao senador Aécio Neves não tiveram qualquer tipo de contrapartida.
Assessoria do PSDB
COM A PALAVRA, PASTOR EVERALDO
Em relação às notícias veiculadas sobre um suposto recebimento ilegal para a campanha do Pastor Everaldo à Presidência da República, em 2014, a assessoria de imprensa do Pastor informa que:
A campanha do Pastor Everaldo foi bastante modesta, com gastos de R$ 1,4 milhão de reais, e as doações obedeceram à legislação vigente. A campanha deixou dívidas que estão sendo pagas até hoje.
A atuação política do Pastor Everaldo sempre foi pautada pela defesa do Estado mínimo, das privatizações e da família. É absolutamente fantasiosa a afirmação de que as bandeiras da campanha de 2014, ou a participação do Pastor, em qualquer debate, tenham sido influenciadas por uma empresa.

Chuvas deixam cratera em estrada da zona rural de Serra Talhada


Na tarde desta quinta-feira (13) moradores de  Serra Talhada registraram a situação da estrada que liga ao distrito de Caiçarinha da Penha, na zona rural da cidade. Em contato com o Farol de Notícias, moradores enviaram fotos dos estragos e enfatizou que os moradores do distrito estão isolados.

“Essa ponte que caiu era uma passagem molhada, os carros não estão tendo acesso. Para chegar ao distrito tem que pegar outros caminhos por Roças Velhas ou Cacimbinha. Eu sou de Caiçarinha, estou na cidade e ia para lá amanhã, mas agora nem sei. Mas outros moradores já falaram que começaram a arrumar a estrada”, declarou Janiny Silva. 

Chuvas deixam cratera em estrada da zona rural de Serra Talhada


Na tarde desta quinta-feira (13) moradores de  Serra Talhada registraram a situação da estrada que liga ao distrito de Caiçarinha da Penha, na zona rural da cidade. Em contato com o Farol de Notícias, moradores enviaram fotos dos estragos e enfatizou que os moradores do distrito estão isolados.

“Essa ponte que caiu era uma passagem molhada, os carros não estão tendo acesso. Para chegar ao distrito tem que pegar outros caminhos por Roças Velhas ou Cacimbinha. Eu sou de Caiçarinha, estou na cidade e ia para lá amanhã, mas agora nem sei. Mas outros moradores já falaram que começaram a arrumar a estrada”, declarou Janiny Silva.