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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026 06:38

Copa traz mais de um milhão de estrangeiros ao Brasil

O Rio de Janeiro, onde ocorreu a final da Copa. / LEO CORREA (AP)
Ao contar pelo número de turistas que veio conferir de perto os craques do futebol, a Copa do Mundo do Brasil deu de goleada até mesmo nas previsões otimistas. Entraram no país, durante o mundial, 1,01 milhão de estrangeiros, entre 12 de junho e 12 de julho, segundo dados do Governo Federal.
A expectativa inicial dos organizadores, de 600.000 visitantes, acabou batida ainda em junho, quando 700.000 estrangeiros visitaram as 12 cidades-sede. Para se ter uma ideia, é mais de 130% do que o registrado no mesmo mês no ano passado. “Só em junho, superamos todo o volume que esperávamos para toda a Copa do Mundo”, disse o secretário executivo do Ministério do Esportes, Luis Fernandes. Mais de 60% dos visitantes não conheciam o país.
Os estrangeiros de 203 nacionalidades permaneceram em média 13 dias no país, de acordo com levantamento do Ministério do Turismo, ajudando a elevar para 80% a ocupação da rede hoteleira das cidades que sediaram o evento. O número superou a expectativa do governo que contava com 70% de lotação. Questionado se o Brasil “atendeu bem ou superou as suas expectativas”, mais de 80% disseram que sim.
Chama a atenção, diante do quadro pessimista retratado por muitos analistas e até integrantes do governo antes do evento, a avaliação dos estrangeiros sobre o país. Ao contrário do temido caos aéreo, 80% elogiaram os aeroportos. Cerca de 90% aprovaram a segurança pública apesar dos casos isolados de assaltos. E nove entre 10 se mostraram satisfeitos com os serviços de informações turísticas e os transportes públicos. Já as arenas, motivo de dor de cabeça para a FIFA até dias antes da abertura, passaram pelo crivo de 98,2% dos entrevistados. Questionados se o Brasil “atendeu bem ou superou as expectativas”, mais de 80% disseram que sim.
O turismo interno também superou as expectativas do governo. Cerca de 3 milhões de brasileiros se deslocaram pelo país durante o evento. A maioria deles de São Paulo, 858.000 mil pessoas. Em segundo lugar ficou o Rio de Janeiro, com 260.000. E, em terceiro, a Bahia, com 220.000. Os torcedores brasileiros ouvidos, no entanto, deram notas mais baixas para os serviços e estruturas em torno do evento.

Povo deve me dar a chance de novo governo’, diz Dilma

Em entrevista de 25 minutos à TV árabe Al-Jazeera, transmitida no fim da manhã de ontem, a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, tratou abertamente sobre o pleito deste ano. Indagada sobre os motivos para o povo brasileiro lhe conceder um novo mandato, a presidente deixou claro qual será o tom de campanha: disse que será trava uma ‘disputa democrática entre quem sabe fazer e quem teve a oportunidade de fazer e não conseguiu’. Em seguida, pediu mais quatro anos de mandato.
Durante a entrevista, Dilma disse ainda que o Brasil deveria tirar ‘nota máxima’ em relação à realização da Copa do Mundo e que o governo conseguiu reverter a ‘campanha negativa’ em torno dos jogos. No campo da economia, a presidente disse que o Brasil se prepara para entrar num ‘novo clico’ e defendeu um ‘Estado sem burocracia e mais amigável com o cidadão e empresários’.
A presidente Dilma falou a respeito da campanha eleitoral nos minutos finais da entrevista.
– Vai ser travada essa disputa democrática entre os caminhos. Oferecemos o seguinte: quem fez, sabe continuar fazendo. Quem, quando pôde, não fez, não sabe fazer. É simples a opção – disse Dilma, ao final da conversa.
Dilma destacou as conquistas sociais alcançadas pelos governos do PT desde 2003 como motivo que dá lastro a esse pedido de mais um mandato:
– Acredito que o povo brasileiro deve me dar uma oportunidade de um novo período de governo pelo fato de que nós fazemos parte de um projeto que transformou o Brasil. O Brasil tinha 54% de sua população entre pobres e miseráveis em 2002. Hoje 75% da população brasileira vive na classe C para cima. É três em cada quatro brasileiros. Nós transformamos a vida dessas pessoas. Hoje, existem pobres, dá uns 23%, 24%. O restante é classe média, A e B. O Brasil mudou de perfil, e foi feito isso com a democracia vigindo, com a democracia vigente, com todos os direitos de expressão, manifestação e divergência – defendeu Dilma. 

Passe livre a estudante em todo o país, propõe Eduardo

Passe livre para estudantes em todo o país foi a promessa feita ontem pelo candidato do PSB a presidente da República, Eduardo Campos, durante evento com universitários de escolas públicas e privadas de São Paulo. Lembrou Eduardo que desde os protestos de 2013, essa é uma demanda ‘posta à mesa’, mas ‘jogada para debaixo do tapete’ pelos governantes.
O presidenciável socialista pernambucano resolve adotar como uma das bandeiras de campanha justamente um dos motores que acionaram os protestos em todo o País em junho do ano passado, e prometeu incluir em seu programa de governo a discussão sobre o passe livre em transportes públicos
Uma das estratégias da campanha de Eduardo Campos para atrair o eleitorado de Marina Silva, concentrado principalmente entre os jovens de grandes centros urbanos, é justamente o debate com universitários, justificando o que orreu ontem, ao lado de sua companheira de chapa.  Foi uma conversa com   duas horas de duração, gravada para ser utilizada no site da campanha e no programa de TV.