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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026 13:24

Rapidez, economia e eficiência marcaram ação de recapeamento em Afogados

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira concluiu em tempo
recorde, apenas dois dias, os serviços de recapeamento asfáltico da Rua
Dr. Roberto Nogueira Lima. A matéria-prima utilizada foi produzida em
Afogados, pela Usina de Asfalto adquirida pela Prefeitura.
Segundo o técnico
Durvalino Pires, da empresa J. Colombo, o asfalto tem durabilidade,
velocidade em sua aplicação e é 50% mais barato do que se fosse
contratada empresa para realizar o serviço. O técnico trabalha com
recapeamento asfáltico há mais de trinta anos e veio a Afogados para
treinar a equipe da Prefeitura que está realizando os serviços.
“Após a passagem do
rolo-compactador a pista já está liberada. Quanto mais veículos passarem
pela rua tanto melhor, ajuda a reforçar a compactação que já
realizamos,”
afirmou o técnico. Na próxima segunda (30), está
previsto o início do recapeamento asfáltico da Rua Terezinha Marques dos
Santos, nas proximidades do 23º batalhão. (ASCOM)
 
Por Mais Pajeú

Prefeitura de Carnaíba vai investir 905 mil do FEM em obras

Com a liberação do
segundo FEM (Fundo Estadual de Apoio aos Municípios) a prefeitura de
Carnaíba através das secretarias de obras e agricultura vai investir 905
mil reais em obras na sede e zona rural. 
Serão
construídos novos calçamentos, mini ponte no Antonico, boeiros em
Rodeador e poços na região do Caroá, Leitão, Jardim e Capim de Planta. 
O
prefeito Zé Mário afirmou que os recursos destinados a Carnaíba são
aplicados de forma criteriosa e com a participação da população. (ASCOM)

Brasil esteve a um travessão da morte nacional


 Copa
do Mundo no Brasil. Que esperar da seleção brasileira? No mínimo, o
máximo. E o que se vê até aqui? Bem, o time vem jogando algo muito
parecido com o futebol. Só que mais feio. E o país fica se perguntando:
quando, afinal, aquela equipe que brilhou na Copa das Confederações vai
entrar em campo?

A coisa anda estranha desde o começo. O triunfo magro sobre a Croácia. O placar virgem contra o México. O básico convertido em apoteose contra Camarões… Todos esses avisos reclamavam uma reação no primeiro jogo da fase em que só há duas alternativas: matar ou morrer.

Pois bem. Em
vez de uma resposta, sobreveio o inaceitável. No primeiro tempo, um erro
banal presenteou o Chile com o empate. No segundo, registrou-se no lado
do campo reservado ao Brasil um apagão. As arquibancadas do Mineirão
testemunharam cenas deploráveis. Os rivais chilenos, apenas razoáveis,
ditaram o ritmo aos donos da casa. A apatia flertava com o suicídio.

Eis a
verdade: existe uma caveira de burro enterrada no meio-campo do Brasil.
Fernandinho, que seria a correção de Paulinho, teve desempenho
fraquinho. Entrou Ramíres. E nada. De duas, uma: ou é maldição ou aquela
sequência de chutões erráticos é o resultado da falta de jogador.

Em respeito
aos fatos, é preciso reconhecer que havia 23 jogadores em campo. Seria
uma injustiça não incluir o árbitro. Ele foi o principal marcador de
Hulk. Deixou de marcar um pênalti cometido contra ele. E, não
satisfeito, desmarcou-lhe um gol. Mas um selecionado que se preza não
pode depender só da honestidade dos árbitros.

No intervalo
que antecedeu a prorrogação, alguns jogadores, mãos postas, apelaram
para Deus. Como se o Altíssimo se interessasse por futebol. Melhor
excluí-lo do time. Poucas vezes houve uma seleção tão sem Deus quanto
essa do Brasil. Prova-o o desperdício de dois pênaltis numa série de
cinco.

Para quem
esperava cultuar Neymar, deve ser exasperante perceber que o goleiro
virou heroi da resistência. Diz-se que Júlio Cesar, autor de duas
defesas redentoras, foi o grande nome do jogo. Erro. Houve outro
personagem bem mais decisivo: o travessão! Foi o travessão quem impediu,
a dois minutos do apito final, que um gol do chileno Pinilla decretasse
a morte nacional. Não fosse pelo travessão, o Brasil teria saído do
Mineirão de rabecão.

Vem aí a
Colômbia. Seria um adversário banal. Mas virou um gigante
insuspeitado. Depois deste sábado, alguns patrícios cultivarão um terror
reverencial pelos colombianos. Até o dia do jogo, os brasileiros se
encontrarão e, antes do ‘bom dia’, antes do ‘tudo bem?’, virá a
pergunta: viste o James Rodriguez? Shhhhh…, fala baixo. Não assusta as
crianças!

Lula e FHC mudaram visão dos EUA sobre o PT

Lula e Bush na Casa Branca, antes mesmo da posse do petista como presidente- Roberto Stuckert Filho
Quando
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a primeira eleição para a
Presidência da República, em 2002, deputados americanos do Partido
Republicano alertaram o então presidente dos Estados Unidos, George W.
Bush. Temiam a formação de um “eixo do mal” na América Latina, com a
combinação de Lula com o venezuelano Hugo Chávez e o cubano Fidel
Castro. Os argumentos alimentavam especulações de calote no mercado
financeiro. Assim que as urnas foram apuradas no Brasil, a futura
relação de Lula e Bush foi desenganada por políticos, analistas e a
imprensa internacional diante de perfis políticos tão distintos: um
ex-sindicalista e um conservador. Os anos seguintes mostraram o
contrário: os dois conduziram o melhor momento das relações entre os
dois países. Os Estados Unidos mudaram o status da sua relação com o
Brasil, passando a reconhecê-lo como uma potência emergente.

Essa
inversão de expectativas só foi possível por causa de 18 dias intensos
de uma ofensiva diplomática comandada, sem alarde, por Lula e pelo então
presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nos bastidores da transição
entre os dois governos. A inusitada cooperação entre tucanos e
petistas, sob a liderança de dois presidentes, é contada no livro “18
Dias”, de Matias Spektor, que será lançado nos próximos dias pela
Objetiva.

Doutor
em Relações Internacionais por Oxford (Inglaterra) e professor de
Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas, Spektor pesquisou
arquivos como os do Itamaraty e do Departamento de Estado americano por
quatro anos para reconstituir os passos da força-tarefa entre o
telefonema que Lula recebeu de Bush no dia seguinte à sua eleição e o
convite oficial para uma visita à Casa Branca, que aconteceu em 10 de
dezembro de 2012.

BRASIL PASSOU A SER ALIADO PREFERENCIAL

 
Lula
foi considerado ousado pelos diplomatas dos dois países ao pedir
diretamente a Bush, ao telefone, um encontro ainda antes da posse. Ele
tinha pressa em convencer que não era o bicho-papão pintado pelos
republicanos. O desafio era atrair a atenção de Bush, mais envolvido com
o terrorismo e as ações militares no Oriente Médio, para reduzir as
desconfianças do mercado, que apostava forte contra a moeda brasileira. A
desvalorização do real ameaçava o legado que Fernando Henrique tinha a
deixar para Lula e sua biografia. O tucano colocou seus ministros e
embaixadores para abrir caminho para os petistas no governo americano.
Foi o medo de uma crise econômica mais grave que uniu os dois rivais em
torno de um objetivo comum: mudar radicalmente a visão dos Estados
Unidos sobre Lula. Deu certo.